quarta-feira, 20 de julho de 2011



Fonte: http://epigrafiaportuguesa.blogspot.com/2010/11/18-lapide-dos-gemeos-siameses.html




É com uma epígrafe que começo com primeiro passo acerca da ilimitação que a arqueologia pode trazer ao mundo.

Este caso, na minha opinião, é o elo de ligação que pode existir entre a arqueologia, a história, a arte e a antropologia (tanto social como físico/biológica).






Segundo blog de Joaquim Baptista:

" Lápide em granito, proveniente da demolida capela de S. Brás sita ao castelo de Castelo Branco. Entrou para o Museu Francisco Tavares Proença Júnior de Castelo Branco a 24 de Janeiro de1909, por oferta da Junta da Paróquia.

Interpretação: Abdon e Sémen, que nasceram ligados, têm um só baixo ventre, sexo e fígado; têm vidas diferentes e distintas todas as demais coisas. Deram a vida a Deus, pois, morreu um e o outro morreu também, desfalecendo pouco a pouco durante sete horas. Juntos foram gerados, juntos viveram e juntos morreram. 1716

Relata este documento um parto prodigioso ocorrido a 14 de Julho de 1716, em que nasceram gémeos siameses ligados pelo baixo ventre. Faleceram a 31 de Julho, sendo sepultados, depois de autopsiados por ordem do Bispo da Guarda D. João de Mendonça num nicho da parede da capela de S. Brás. Posteriormente o mesmo Bispo mandou eleborar esta lápide a evocar o fenómeno e colocou-a a cobrir o nicho onde os infelizes gémeos foram colocados.
Existe inúmera bibliografia sobre o acontecimento, com destaque para o estudo de Pedro Salvado (Um parto prodigioso em Castelo Branco no séc. XVIII, in Medicina na Beira Interior da Pré-história ao século XX, 8, 1994, p. 53-60). Sobre a lápide em si ainda está por ser feito o estudo de pormenor, no qual estou debruçado."



(Querendo e devendo saber este post na totalidade, a ver a fonte!)


Obrigada ao autor, e com isto me deixo,

Inês :)